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Posts Tagged ‘Homofobia’

Com que roupa ir à Parada Gay?

Posted by Pr. Adventista Gay em 2011, 26 de junho

A Parada Gay 2011 vai começar em instantes, e você não tem a menor ideia de que roupa usar? Aqui vão algumas dicas oficiais da Prefeitura de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo produziu um material com recomendações de discrição a quem vai assistir ou participar da 15ª Parada do Orgulho LGBT neste domingo na Avenida Paulista. Totem produzido pela São Paulo Turismo (SPTuris) para a campanha “Parada Limpa” — de fiscalização e controle urbano no evento — foi exposto nesta quarta-feira na sede da Prefeitura e orientava manifestantes a usar roupas pouco chamativas. “Compre seu bilhete de Metrô antecipadamente e evite o uso de fantasias mais ‘ousadas’ nas dependências do Metrô.” Na versão em inglês, lia-se: “Avoid to wear ‘scandalous’ costumes at the internal Subway dependences (Evite vestir trajes escandalosos nas dependências internas do Metrô)”.

Bixa espalhafatosa

Bixa espalhafatosa

Outras frases recomendam uso de roupas leves e confortáveis, inclusive agasalhos, por causa do frio nesta época. A Prefeitura também diz para homossexuais e simpatizantes andarem em grupos e evitarem celulares, câmeras e objetos de valor, além de não consumirem bebidas de ambulantes e jogarem lixo nas 1.200 lixeiras e três postos de coleta seletiva que serão instalados no percurso da passeata.

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, que organiza o evento, disse que não foi consultada sobre a elaboração dos comunicados. “Esse material pertence à Prefeitura, não à Parada”, afirmou o presidente da entidade, Ideraldo Beltrame. Ele reprovou os conselhos, apesar de acreditar que o material será usado somente para divulgação interna. “A gente também faz essa recomendação para andarem em grupos, sempre acompanhados e não facilitarem”, disse Beltrame. “Agora, com relação ao uso de roupas ou comportamento das pessoas, a gente não gosta muito de determinar ou tratar com estatutos o que as pessoas devem vestir ou como devem comportar-se. Ao contrário, a gente acha que é a celebração do orgulho de ser gay. Cada um é gay do seu jeito.”

Segurança

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) não acredita que possa haver confrontos entre grupos homofóbicos e intolerantes, como os skinheads, e os participantes da parada. “Já tivermos diversas edições da parada, mas temos a Polícia Militar lá,” disse. A Guarda Civil Metropolitana também deve reforçar o esquema de segurança.

Para a associação, porém, há pontos vulneráveis para ataques contra homossexuais. “O entorno é o grande perigo. Principalmente quando as pessoas estão em pequenos grupos, andando sozinhas, isoladas”, disse Beltrame. “Temos um planejamento para que não se crie situações que possam facilitar esses ataques. Nesse sentido, a preocupação com o encerramento é crucial, porque as pessoas vão se dispersar e aí não há mais grandes grupos.”

A expectativa da Prefeitura é que mais de 3 milhões de pessoas participem desta 15ª edição da parada. Para comemorar o 15.º aniversário do evento, a organização está preparando uma valsa no meio do evento. Os 22 trios elétricos vão reproduzir versão da tradicional Danúbio Azul.

Fonte: As informações são do blog do Jornal da Tarde do Estadão.

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Ciclo de Debates GLBT em 2011

Posted by Pr. Adventista Gay em 2011, 20 de junho

É possível diálogo entre movimento LGBT e religiosos

Estudiosa defende que movimento deve buscar interagir com religiosos que vivem sua sexualidade, ainda que lideranças sejam mais reacionárias.

9º Ciclo de Debates GLBT

No sábado dia 11, o 9º Ciclo de Debates discutiu as relações entre religião, Estado e movimento LGBT. A pesquisadora associada do Núcleo de Estudos para Prevenção da AIDS (NEPAIDS/USP), Cristiane Gonçalves da Silva, defendeu, na ocasião, que é possível dialogar com a base de religiosos, independente do reacionarismo que têm manifestado suas lideranças parlamentares e clericais. De acordo com sua pesquisa de doutorado, quando entrevistou jovens de várias denominações e matrizes religiosas, existe espaço para um debate realista sobre direitos sexuais e reprodutivos.

Na mesa iniciada por volta das 10h, no plenarinho da Câmara Municipal de São Paulo, Cristiane respondeu à pergunta que tematizou o debate: “Sim, o Estado faz acepção de pessoas!” Em sua opinião, a separação entre estado e igreja não é suficiente, na prática, para consolidar a laicidade democrática. “Há uma desigualdade intrínseca ao modelo de democracia que temos, em que alguns são mais cidadãos que outros”, afirmou, ressaltando que é explícita a tomada de decisões no governo a partir de moralidades religiosas.

Diálogo entre radicais

A liberdade de consciência, princípio do estado laico, é algo que está garantido na lei, mas não na prática, conforme diz a pesquisadora. Isso leva à reprodução da moralidade religiosa no cotidiano dos serviços públicos, por exemplo. Ainda assim, Cristiane considera temerário partir da criminalização para combater a homofobia, num país tão desigual. “Aqui, toda criminalização é sempre da pobreza, ou seja, caso a homofobia seja crime, não será o pastor da televisão que será punido, mas aquele da igrejinha de periferia, que não dispõe de acesso ao sistema judiciário”, ponderou.

A advogada Cléo Dumas, coordenadora do Ciclo de Debates, comentou que também considera mais efetiva criação de penas pedagógicas em casos de perjúrio homofóbico. Para ela, a prisão gera efeitos colaterais como mais ódio aos homossexuais por parte das pessoas envolvidas. Ela sugeriu a Lei estadual 10.948 como um exemplo de lei pedagógica que admoesta com multa alta numa primeira infração, podendo chegar ao fechamento do estabelecimento comercial em caso de reincidências.

Para Cristiane, há uma falta de espaços reais de diálogo sobre o assunto. Por isso, uma parcela grande dos religiosos ficam restritos ao acesso às informações de seus pastores, que por interesses particulares, distorcem os fatos e as argumentações para seu público. “Ainda que alguns achem utópico, considero o diálogo com estes setores um caminho possível, pois a maioria dos crentes só recebe a mensagem de que têm que ser contra os direitos LGBT para não serem presos, conforme prevê a lei em discussão”, apostou ela, ressaltando que as autoridades religiosas representam o dogma muito mais do que as vivências religiosas individuais.

Em suas entrevistas, Cristiane observou como algumas tradições pentecostais vão cercando o crente com uma vida comunitária cada vez mais fechada. “Em áreas mais pobres e periféricas, a igreja constitui um ambiente comunitário que ocupa o lugar do estado na economia local”, explica ela. Jovens religiosos que encontram parceiros para namoro e amizade em eventos da igreja, restringem seu contato cultural com os mesmos eventos e só têm contato com o mundo secular no ambiente de trabalho ou na escola.

“É por isso que a escola se constitui o lugar privilegiado para o diálogo com comunidades religiosas mais fechadas, já que na mídia a maioria dos debates se dá entre radicais”, defendeu. Para ela, é possível, também, utilizar da internet como ferramenta para esse diálogo possível e necessário.

Fonte: As informações são da página da Parada Gay de São Paulo.

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Rio de Janeiro Criminaliza a Homofobia

Posted by Pr. Adventista Gay em 2011, 8 de junho

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou, dia 27 de Maio, emenda à Constituição Estadual que proíbe a discriminação por orientação sexual, isto é, criminaliza os atos homofóbicos.
Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro já investiu mais de R$ 4 milhões na campanha “Rio sem Homofobia”, que distribuiu outdoors e cartazes e fará, até o fim do mês, inserções no rádio e na TV com o slogan “Discriminação LGBT — Se Você Não Participa, Não Vai Para Frente”.  Durante a abertura da campanha “Rio sem Homofobia”, foi lançado um caderno com 125 iniciativas que serão implementadas até 2014. Entre as ações, estão as Jornadas de Educação e Cidadania LGBT e Combate à Homofobia nas Escolas. No dia 10 de junho, o Estado vai promover uma cerimônia coletiva de casamento para 50 casais Homossexuais.

 Fonte: As informações são do Estadão.com.br.

Nota: Enquanto a luta pela aprovação da PLC 122 continua, os líderes estaduais cariocas tomam à dianteira e tornam-se os pioneiros a criminalizar a Homofobia no Brasil. Que o exemplo seja seguido não só nas Constituições Estaduais, mas também na Constituição Federal! Homofobia não! Respeito sempre! Parabéns ao Estado do Rio de Janeiro!

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